"Os Estados Unidos vendem bilhões de dólares de armas para a Arábia Saudita (...) e direcionam este dinheiro que recebem de casa de Al-Saud para massacrar o povo iemenita, provocar o caos e desencadear guerras nos países muçulmanos", diz o Orador das orações das sextas-feiras de Teerã, o aiatolá Mohamad Emami Kashani.
Na mesma linha, o clérigo disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, fala de um suposto interesse de seu país em estabelecer a paz e a justiça além das fronteiras, quando na verdade trata dessa posição, para compensar a "humilhação" causada por ter "ultrajado" a nação americana.
Por outro lado, o aiatolá Emami Kashani reagiu às acusações lançadas em 14 de dezembro pelo embaixador dos EUA nas Nações Unidas (ONU), Nikki Haley, segundo a qual o míssil disparado em 4 de novembro do Iêmen contra Riad, capital saudita, fosse feito pelo Irã.
Segundo clérigo orador iraniano, o Iêmen atirou misseis contra sauditas na Arábia Saudita ou recebe-os de alguns países estrangeiros, mas a acusação de Washington contra Teerã contrasta com a confirmação por especialistas de que não há nenhuma indicação de que o Irã tinha entregado o míssil.
Da mesma forma, o aiatolá Emami Kashani enfatizou que Washington, com essa medida, busca unir os países do mundo contra a República Islâmica do Irã e o seu povo, pela resistência que mostram aos seus inimigos.
As autoridades iranianas repetidamente refutaram as acusações "infundadas" de Washington sobre a suposta fabricação iraniana de mísseis lançados pelo Iêmen contra a Arábia Saudita. O ministro da Defesa do Irã, Amir Hatami, disse na quarta-feira que Teerã dará a este caso o acompanhamento jurídico necessário .
308